
Consegui desacelerar. Confesso que cuidar da saúde e a greve dos caminhoneiros me ajudaram. Até tirei dois cochilos após o almoço e um de manhã mesmo. Esse último e matinal, após ter tomado Tramal, um remédio para dor moderada a grave, antes de um procedimento médico.
Engraçado que desacelerando fui definindo o foco. Escolhendo o que realmente era importante para mim, e aí acelerando. Abandonei um dos cursos online que estava fazendo. Acelerei no que julgava mais importante. Planejei o que queria para o mês e as coisas foram acontecendo. Sem esforço, naturalmente.
A empresa está aberta com conta no banco e contador. Curti uma tarde com Davi e outra com a Lara. Escrevi e publiquei. Aprendi novos recursos no WordPress. Comprei um Mac e devolvi meu PC para a Yandeh. Executei quase tudo que planejei. E sem culpa joguei para frente o que não fiz. Comecei um projeto como consultora, uma carreira que queria experimentar e que tangenciei logo nos meus primeiros anos de trabalho. Encontrei amigos e tive conversas deliciosas. Uma delas no Museu da Casa Brasileira, devidamente apresentado no próximo parágrafo. Juntei amigo, almoço, trabalho voluntário e design aerodinâmico dos objetos da casa. Sensacional. Participei de eventos inusitados: Empowering women to work better and happy, o Mercado de arte ativos e perspectivas, workshop de carreiras e lançamento do Proacoins e um painel de Mindfullness, onde um monge e um psiquiatra exploraram o conceito. E finalmente consegui me inscrever e ir a um evento que há pelo menos três anos queria participar, o Day1 da Endeavor, em que vários empreendedores contam suas histórias e seus dias primeiros dias na jornada empreendedora. Provavelmente tema de um futuro texto.
E aproveitando o clima relax e de experiências quero destacar dois temas neste texto. Um livro que li e me ajudou muito e lugares sabáticos em São Paulo.
Impressionante como São Paulo é capaz de ter lugares que são oásis no meio do deserto, ou melhor, oásis de paz e tranquilidade no meio do caos. O Museu da Casa Brasileira é um deles. Na agitada e financeira avenida Faria Lima, um casarão antigo chama atenção. O Solar neoclássico construído entre 1942 e 1945 foi residência do ex-prefeito de São Paulo (1934-1938) Fábio da Silva Prado e sua esposa Renata Crespi Prado. Após a morte de Fábio sua esposa se mudou. E em 1968 doou a residência que em 1970 foi aberta ao público já como o Museu da Casa Brasileira. É o único no Brasil dedicado ao design e arquitetura. Está dividido entre exposições fixas e temporárias, sempre em torno do mesmo tema: móveis, objetos e fotos da casa. Destaco meus três lugares preferidos no museu: a coleção de cadeiras, bancos e poltronas, parte da exposição fixa, o jardim e o restaurante. O restaurante Santinho, da chef Morena Leite, enaltece a culinária brasileira. Sirva-se no variado buffet e sente-se no deck de onde é possível apreciar o arborizado jardim. Num único passeio épossível contemplar arte, comer bem e relaxar. Aos finais de semana o restaurante costuma lotar. Então recomendo se dar uns minutos de paz na semana.
Reboot your life, foi o livro que me acompanhou este mês. Escrito por quatro mulheres (Catherine Allen, Nancy Bearg, Rita Foley e Jaye Smith) que já fizeram seus sabáticos e pesquisaram mais de 200 pessoas em diferentes estágios de vida e com diversas motivações para os delas próprias. Em dez capítulos o livro passa por dar-se o presente do tempo, os vários tipos de sabático, como planejá-lo e financiá-lo, os primeiros 30 dias (há se eu o tivesse lido antes…), a volta ao trabalho e cuidados com ladrões de sabático e com companheiros ou família fora do sabático. O capitulo final foi meu preferido: Vivendo de Forma Sabática pela Vida Toda. Apesar de cada vez mais comuns, tempos sabáticos ainda são exceção e muitas vezes malvistos ou mal compreendidos. Ao ler sobre varias e diversas experiências fui me sentindo acompanhada e cada vez mais confortável nessa jornada.
Primeiro mês que desacelerei e realmente experimentei coisas. As emoções já não são tão oscilantes e intensas. Vamos seguir a vida assim, sem pressa, sem metas e deadlines… Let it be. A jornada apenas começou.
