Esse mês foi um misto de férias e trabalho duro. Viajei com a família para a Chapada Diamantina de 05 a 12 de julho. Essa viagem merecerá um texto só dela. Dia 13 me juntei ao time de projeto de um grande cliente. Foram três semanas de trabalho intenso e problema complexo a ser estruturado e resolvido.
Nos meses anteriores eu havia experimentado ser consultora. Um projeto curto, de 9 semanas, e que minha participação foi específica, em média me dediquei 1 dia por semana. Dessa vez resolvi mergulhar no mundo consultoria hard core.
Consultoria sempre foi uma opção de carreira para mim. No final do ano 2.000 passei no processo seletivo de uma consultoria de alta gestão. Como estava feliz no meu emprego, declinei a proposta. Em 2.008, antes de sair do varejo para a indústria, alguns colegas que haviam trabalhado em projetos comigo me sugeriram que eu tentasse a vida de consultora na mesma empresa onde eles trabalhavam. Novamente recusei. Em 2014 no teste de carreira que fiz, Career Leader (https://www.careerleader.com/), consultoria de gestão apareceu em primeiro lugar com um índice de afinidade de 97%. Apesar do bom salário e do grande aprendizado, sempre tive dúvidas em relação a carreira de consultora pelas longas e intensas horas de trabalho e pelas viagens. Afinal, nem sempre o cliente está no local onde você vive. Imaginar a chance de acontecer comigo o que se passou com um amigo que por mais de três meses foi alocado num projeto no interior do Maranhão onde demorava mais de 8 horas para chegar, já era o suficiente para eu descartar essa opção.
Entretanto, a primeira experiência no sabático havia sido bastante feliz. Decidi então dar mais um passo e me candidatar nas três semanas livres que tinha para um projeto que sabia que seria bem mais intenso. O cliente era um antigo conhecido meu, empresa onde eu trabalhara há 10 anos atrás. Assim fui, de coração aberto. E, foi profundamente recompensador. Reencontrei pessoas queridas, conheci pessoas que há tempo gostaria de conhecer. Interagi com um time de projeto grande e muito profissional. Por três semanas cheguei cedo e sai tarde. Precisei trabalhar final de semana. Porém, descobri que algumas das dores que tanto temia eram menores que a recompensa que eu sentia pelo aprendizado e por participar da solução de um problema complexo.
Além de ter gostado do trabalho, a parceria com meu marido foi fortalecida. No meio do turbilhão ele segurou a onda em casa e como sempre foi um excelente companheiro. As crianças também foram nota dez. Mesmo de férias, entenderam minha decisão e se comportaram muito bem.
E pode trabalhar no sabático? Pode! Sabático é um tempo seu. Se quiser trabalhar ou experimentar alguma atividade. Fique à vontade e vá em frente!
