
Feliz 2018! O primeiro post deste ano é sobre protagonismo. Um bom tema para começar, já que acabamos de fazer nossos planos e metas anuais. Mas afinal, o que é um protagonista? “Protagonista é a personagem principal de uma narrativa, como obras literárias, cinematográficas, teatrais ou musicais. Sobre ela a trama é desenvolvida. As principais ações são realizadas por ela ou sobre ela” (fonte Wikipédia). “O personagem mais importante de; ator ou atriz que representa o papel mais importante numa peça, novela, filme; o personagem principal de um livro. [Por Extensão] Pessoa que possui um papel relevante ou de destaque numa situação, acontecimento: foi o protagonista do protesto”. Dicionário português on line (https://www.dicio.com.br/protagonista/).
Hoje vou falar mais especificamente sobre protagonismo feminino. No final de 2017, dia 5 de dezembro, estive num evento da Startse de Retail Tech, um encontro entre varejistas e startups de tecnologia que atendem o setor. Algo me chamou muito a atenção: apenas duas mulheres apresentaram suas empresas. Apenas 2 mulheres apresentaram suas empresas. Refleti sobre todas as interações com startups nos últimos anos. Realmente, pouquíssimas mulheres estão sendo protagonistas nesse novo contexto.
Fui pesquisar sobre o tema. De acordo com um estudo da Crunchbase, nos Estados Unidos apenas 17% das startups têm fundadoras mulheres em seus times. Nos cinco anos últimos anos esse percentual é o mesmo. O mais contraditório é que em outro estudo, da TINYpulse, as startups com mulheres cresciam mais. Não encontrei nenhuma fonte com essas estatísticas no Brasil. Porém, segundo pesquisa da ABStartups e Accenture em mais de mil empresas, de cada dez startups brasileiras, quatro não têm nenhuma mulher em sua equipe.
Sim, meninas, é hora de se jogarem no desconhecido e se tornarem protagonistas nessa fantástica transformação que a tecnologia vem operando em nossas vidas. Como podemos ter um ambiente de trabalho mais equilibrado se não formos parte do que será o futuro dos ambientes de trabalho? Temos que ser protagonistas na maior revolução atual. As grandes corporações e muitos países já estão criando mecanismos para que haja mais diversidade. Porém, fundar uma empresa não exige política. Exige uma ideia, coragem e muita resiliência.
Exemplos existem.
Para ajudar com exemplos de que essa história já está sendo construída, gostaria de destacar algumas mulheres empreendedoras que conheci nos últimos anos.
O primeiro exemplo é o da Daniella Mello, do Cheftime. Dani foi minha colega na Unilever. Estava lá quando ela decidiu largar uma carreira promissora e uma proposta para trabalhar em outro país a fim de se tornar empreendedora no Brasil. Além de conhecê-la sou sua cliente. O Cheftime me trouxe de volta o prazer de cozinhar sem precisar gastar tempo pensando na receita ou comprando os ingredientes. Dani tem batalhado bastante nos últimos anos e já começa colher os frutos dessa corajosa escolha.
Raquel Horta e Marcia Asano da Hekima, empresa de Big Data e Inteligência Artificial. Entrei em contato com ambas por indicação de pessoas que as conheciam do Cubo, um co-working de start-ups. Chegamos a até esboçar um projeto em conjunto, mas acabou não avançando. De qualquer forma, ficou a boa impressão do profissionalismo e competência dessas mulheres, mães, mineiras, quietinhas e empreendedoras. https://blog.runrun.it/meu-trabalho-rachel-horta/ e https://conteudo.startse.com.br/mercado/lucas-bicudo/startup-do-cubo-brasileira-lida-com-big-data-e-desenvolve-ia-com-essa-base/
Camila Astuchi, da Mastertech e Ponte21. Camila é uma das fundadoras mais divertidas do Brasil. Conheci-a num evento de empreendedorismo da PWN no Cubo. Camila é uma figura. Uma jovem de 25 anos. Chegou para palestrar atrasada, de calça jeans rasgada, sandália plataforma e com um Mac cheio de adesivos no braço. De maneira muito espirituosa e descontraída contou sua história e de como a única mulher no curso de computação se tornou empreendedora e incentivadora de mulheres em tecnologia. https://exame.abril.com.br/pme/esta-brasileira-tem-25-anos-e-duas-startups-milionarias/
Nesse encontro da PWN, Camila contracenou com Fernanda de Lima. Fernanda é a CEO da Gradual Investimentos. Uma mulher na liderança de uma empresa financeira e também encorajadora de mulheres empreendedoras. http://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/ceo-lanca-fundos-para-financiar-mulheres-empreendedoras.html
E existem muitas outras que não conheço pessoalmente, mas que já dão o que falar. https://blog.vindi.com.br/startups-brasileiras-de-alto-impacto-fundada-por-mulheres/
Que as estatísticas não sejam uma desculpa, e os exemplos acima sirvam de estímulo para que, em 2018, protagonizemos cada vez mais a transformação do mundo em que vivemos!
Fontes:
https://www.tinypulse.com/startup-culture-report
https://techcrunch.com/2017/04/19/in-2017-only-17-of-startups-have-a-female-founder/

Nao se deixar levar pela força do contexto social, político e econômico é um grande triunfo e para isso é preciso entender a própria vida, aprender a sentir o próprio cheiro ! o que não é nada fácil. A experiência relatada ilumina este tipo de esforço . Adorei !
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